Mãe e Cria

É domingo. Após limpar (metade rs) da casa, estou na rede da varando criando coragem para retomar – e finalmente finalizar – a escrita do primeiro capítulo da monografia.

Uma música que carrega um valor sentimental significativo está tocando no Youtube. Essa música (chamada 7) foi me introduzida por uma pessoa num lugar especial. A letra em si é bem boba e não tem a profundidade que geralmente me faz ficar atraída por uma canção.

Contudo, a música simboliza um período, o qual creio representar uma ruptura e um novo começo na minha vida.

A ruptura e o começo são uma espécie de crescimento e (re)descobrimento que se iniciam na metade de 2017. E como é difícil mudar, sobretudo quando a mudança é visceral

É como o nascimento de um ser gerado no âmago da consciência, que deveria ter nascido anos atrás, porém tornou-se maduro e grande demais para continuar no ventre alimentando-se de míseras migalhas de atenção. Agora, o ser clama por nascimento, por independência e por reconhecimento. Após um período longo enjaulado, ainda está aprendendo a absorver tudo que pode para sobreviver sozinho.

O ser me encara. A Mãe e sua Cria. O ser me diz que está tudo bem sermos assim, que nossas vontades são válidas. Estou grávida de mim mesma, carrego em mim a minha própria essência. E ninguém questiona as vontades que mulheres grávidas possuem na madrugada de segunda-feira.

(continua….)

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