Sigo ponderando como volto a (sobre)viver sem a tua constante presença pairando a minha. Não posso te evocar com uma palavra. Tu te perdeu pelo caminho. Devo seguir sozinha ou te esperar em algum ponto específico?

Tu caminha devagar, lembro de te dizer isso algumas vezes. A minha espera será longa, caso eu decida por fazê-la. Sinto que não deve ser assim, mas a tua essência é tão doce, que sinto-me tentada a parar de caminhar e esperar tu me alcançar, mesmo que eu não saiba exatamente quando isso irá acontecer. Ou se vai acontecer.

Por vezes eu sinto raiva de ti. Mas de nada adianta, tu já se odeia o suficiente. O que tu precisa é de amor e compreensão, principalmente vindos de ti mesmo. E eu não posso te providenciar isso. Essa é uma jornada que tu terá de trilhar sozinho.

Eu permaneço aqui, me perguntando em que instante tu te deu conta que não conseguiria mais caminhar ao meu lado.

Para escapar da dor atual, imagino um futuro em que nos encontramos e recapitulamos isso tudo com nostalgia, em que aceitamos que foi necessário esse rompimento, pois só assim conseguimos ficar juntos de forma ainda mais pura. No entanto, sei que são fantasias. As chances são baixas. A frustração será maior se eu continuar a pensar dessa forma. Tenho que viver a dor de não te ter ao meu lado mais.

É doloroso demais sequer escrever a palavra “nunca” na frase acima.

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