Sobre ter pedido demissão e não saber o que esperar

No último dia 08/03 (coincidentemente no dia internacional da mulher), falei com minha gerente e explique que meus planos mudaram, e que eu iria focar na minha carreira acadêmica. Ela compreendeu e me falou que trabalhei muito bem, que elas iriam sentir minha falta na agência. Apesar de ser meu primeiro estágio, e eu ter passado apenas 4 meses, eu sinto que essa foi uma decisão muito importante – e desgastante de se tomar. Eu perguntei para várias pessoas “o que devo fazer?” Ninguém sabia me responder. Assim como ninguém sabe me responder a razão de estarmos aqui na Terra ou para onde vamos ou se tem algum lugar para irmos.

Eu desconfio que fiquei ansiosa por querer saber desesperadamente quais serão os efeitos que “sair do estágio e focar na vida acadêmica” no meu futuro. Essa minha mania de querer desvendar o futuro, como se eu tivesse estudando para ser uma cartomante, e não uma estudando de relações internacionais/economia.

Ontem (12/03), chorei bastante antes de dormir. Não tinha um motivo específico (creio que era TPM), mas foi intenso. Eu me senti terrivelmente sozinha, apesar de saber que tenho pessoas incríveis na minha vida. Acho que apenas pude perceber na pele e na mente a nossa condição humana de solidão dentro de nós. Estamos sozinhos dentro de nós, ninguém pode tomar nossas decisões, ninguém consegue responder as questões que concernem somente à nossa alma e vontade.

Hoje estou meio desanimada, incrédula. É uma contradição: não quero sentimentos pois sei que as pessoas/coisas/momentos bons são efêmeros. Temo perdê-los, me decepcionar, temo a amargura.

No domingo, percebi que a vida é um eterno ciclo de cuidados: com os animais, plantas, pessoas, relações e, acima de tudo, conosco. Na vida, ninguém irá regar as plantas da nossa casa, se não o fizermos, elas morrerão. Ninguém irá colocar comida para o gato. Ninguém irá limpar a casa.

Ninguém irá cuidar de nossa saúde (física e mental) se não o fizermos, logo, definharemos mais rápido do que o previsto. Creio que isso é ser “adulto”. Cuidar de si e das esferas que orbitam ao nosso redor.

Sigo preocupada em ter feito a decisão errada e não conseguir um emprego após o término da faculdade, em não conseguir me sustentar (minha mãe acha que não conseguirei nem pagar meu aluguel com o mísero salário de professora rs bem animador, não?).

Bom, espero estar enganada sobre minha (aparente falta) de capacidade, de auto confiança no que posso me tornar. Meu futuro depende de mim (e de alguns outros fatores que fogem ao meu controle). Irei fazer o que estiver ao meu alcance para construir a carreira que almejo.

Apenas sigo…

 

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