Sobre como minha família afeta meu ser atual

Ontem com a Verônica discutimos como eu, como indivíduo, sou parte da minha família. Não apenas parte dela como um indivíduo, mas meu ser/corpo sendo compartilhado pelo coletivo familiar, desde criança.

Nesse meio, entre tios alcoólatras, deficientes, agressores, avô abusador, tia abusada, onde eu me encaixo?

Nessa família, não há espaço para o diferente. Sendo assim, devo ser o que eles são?

Sempre tentei ser quem eu quis, mas houve represálias em igual proporção. E a família era tudo o que eu conhecia, já que, como já mencionei antes, me foi ensinado que somente meus familiares são capazes de me amar incondicionalmente.

No entanto, condições eram tudo que eu via. “Te amamos, a não ser que você seja lésbica/outra sexualidade não heteronormativa, tatuada, não faça Medicina, não seja cristã, não namore uma pessoa negra, não faça o que te impomos, não desafie os homens.”

Então para receber amor eu não posso ser eu?

Se minha família, a única fonte de amor existente, não me aceita como sou, como pode outra pessoa “estranha” me amar?

Como me desvencilho dessa coletividade familiar que me prende ao seu abuso e limitações?

Como volto para dentro de mim?

 

 

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