Eu iria.

A Mãe Poesia

me guia

pelos subúrbios da misantropia

Viro água de noite

Vinho de dia

Antes de tentar

Pedir a mim a própria anistia

Quero te dizer que tu absorves

Tudo que foi criado a partir da sabedoria

Tu és O Grande Alexandre

Fizestes de mim Alexandria

Tua alma é da guerra

Dentro do meu corpo, calmaria.

Vou pelas chamas do vento

Perseguindo a cacofonia

E não satisfeita

Com a maldita gritaria

Imagino teu corpo nu aqui

E quão insano isso seria

O teus lábios têm gosto de bruxaria

e evocam seres celestiais

capazes de cometer a mais sórdida heresia.

Por um pedaço do teu espírito,

Deus ao inferno iria.

Então, Mãe Poesia

ensina-me a amá-lo com tamanha maestria.

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