Poema de um período sombrio

E quem sou eu quando posso

apenas

ser-me

sentir-me

e experimentar a mais pura existência?

Quem sou eu quando todos já estão ocupados

sendo outros

sendo dos outros

ou apenas não sendo?

Transcendo

Ou cedo à pressão

que o universo violentamente deposita no meu peito?

Pois estou só e acompanhanda pela minha sósia, Solidão.

O eco da minha voz volta com sussurros das minhas almas do passado.

“Esse corpo lhe foi dado

para experimentar as peculiaridades desses tempos modernos

Para amenizar essa dor,

derrama-te em versos.”

 

 

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