Caminho só pelas trilhas deixadas por homens de eras de outrora.

a vegetação rasteira me deixa vulnerável perante esta terra de gigantes.

mas, durante a noite, as montanhas sussurram palavras de ternura para que minha solidão não grite.

Danço como se não houvesse olhos sobre mim.

Não há olhos sobre mim.

Minha jornada começa nesse momento.

Sou peregrina, mas também sou o vento inquieto.

Ando com minha própria companhia pelo mundo do qual faço parte.

O rio me indica a nova direção que devo seguir.

Não permito que homens de eras passadas trilhem meu caminho.

Seres elementais exigem seus sacrifícios, e eu estou disposta a lhes dar o que a vida não me permite possuir.

A coragem e o instinto estão do meu lado.

Eles são tudo que preciso para cruzar os terrenos íngremes que me rodeiam.

Novamente sou selvagem.

Sinto-me humana.

Corro com lobos e pumas

cavalos e lebres.

Corro pois rastejar pela vida já não me satisfaz.

Almejo pelo vento rasgando-me a pele.

O sangue quente escorrendo pelas pernas.

Jamais retornar para onde vim.

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