Poema de um período confuso e doloroso

“Morro por ela ou não?”

E o vento só me diz

palavras que tu nunca quiseste me dizer

Dores armadas de auto compaixão

Café frios…

sem que eu me decida “morro por ela ou não?”

E num navio sem rumo

vou colidindo com cada obstáculo

que existe no Mar

Me amarro à polpa

pois minha sina sempre foi me afogar

Pensei que eu era o capitão

destinado a ser o eterno dominador

responsável por responder àquela primeira questão:

“morro por ela ou não?”

Porém, ao tomar o último fôlego

foi que eu pude descobrir

que a resposta nunca

e jamais fora minha para decidir.

“Tua sina sempre foi te afogar”

Agora eu vejo que tu traçastes meu futuro desde o começo,

minha eterna deusa do Fundo do Mar.

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