Não sei se descobri o que é ser adulto.

Talvez seja, no caminho para casa, desejar loucamente fugir, pegar um ônibus e ir a qualquer lugar que não seja aquele que lhe aguarda, pois sei que não haverá ninguém lá.

Não há ninguém me esperando com um sorriso ou um abraço caloroso, nenhum “como foi seu dia?”. Não há absolutamente ninguém com quem eu possa sentar de frente no jantar e elogiar a comida.

Não há ninguém por perto para me acolher em frias noites em que o vento não cessa. Em que os pensamentos e a ansiedade não me deixem dormir. A insegurança de viver…

E pior que isso, o que me atormenta é a dúvida de que, algum dia, haverá alguém para me acompanhar, com quem eu possa dividir a solitude, a monotonia, o caos e paz. Estarei fadada a viver sozinha, buscando ao longe pessoas para amenizar o peso minha frágil alma?

Talvez tenha que ser assim. Ainda não estou pronta para abdicar de quem eu amo em troca de superficialidades.

O que me resta é colocar uma música alegre no volume máximo para calar as vozes que me beliscam.

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