Selvagem

Venho professar-me por meio desse doce e acalentador luar
Eu tão trépida e inválida como sempre fui
rasgo o peito e liberto todos meus sentimentos degradantes.
Inveja…
…Ira…
…Ciúmes…
…Egoísmo
Mas a velha Lua, essa sempre tão sábia e vagarosa, confessou-me que são
deuses usando meu corpo para se manifestarem como forma de se profanarem uma última vez.
Deuses que há tempos não descem à Terra.
Deuses que há tempos não sabem o que é ser humano
e, ao mesmo tempo, amar como um animal selvagem.

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