Eu à Deus

Pode ser que eu seja louca. Há sempre essa possibilidade. Pode ser também que eu apenas não consiga expressar minha frustração, alegria, dor, angústia e desespero em palavras ou atos, e prefira o silêncio. Então, me desculpe. 
Não, não me desculpe. Deixe tudo como está, deixe-me ao sol para derreter, deixe as palavras atingirem seu ponto de ebulição e sumirem na imensidão. Mas não é isso que as pessoas fazem? Simplesmente desaparecem? Não culpe Deus, porque Ele continua em seu eterno silêncio. Ora, fomos criados à Sua imagem e semelhança, e acho – mesmo sendo uma mera criação divina, não tenho direito de achar nada – que somos parecidos nesse aspecto também: ambos, o Deus Supremo e eu, nos deliciamos ao engolir as palavras. 

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